
O debate entre os oito candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul, realizado na noite de segunda-feira (21), foi marcado por críticas à atual administração estadual, cobranças em diferentes áreas e apresentação de propostas para saúde, segurança pública, educação, infraestrutura, meio ambiente e desenvolvimento econômico.
Participaram do encontro Eduardo Riedel (PP), Delcídio Amaral (PRD), Fábio Trad (PT), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (PSOL), Jeferson Bezerra (Agir), Daniel Lemes (PCO) e Renato Gomes (DC).
O encontro começou às 20h e foi dividido em quatro blocos. O primeiro teve perguntas de tema livre. No segundo e no terceiro, os candidatos discutiram nove temas previamente definidos. O último bloco foi reservado às considerações finais, com três minutos para cada participante.
Segurança e educação
Logo no primeiro bloco, Renato Gomes questionou Fábio Trad sobre problemas relacionados à segurança pública e mencionou prisões de servidores, apreensão de cocaína em Dourados e fugas de presos. Trad respondeu com críticas à administração de Eduardo Riedel e fez acusações relacionadas a supostos casos de corrupção.
Jeferson Bezerra questionou Riedel sobre investimentos em escolas e a valorização salarial dos professores. O governador afirmou que pretende ampliar o número de profissionais concursados e citou um processo de concurso com 2.772 vagas.
Na sequência, Riedel questionou Bezerra sobre o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado na faixa de fronteira. O candidato defendeu a valorização dos policiais e a realização de novos concursos.
Cultura, campo e população indígena
Delcídio Amaral perguntou a Renato Gomes sobre cultura, lazer, esporte e turismo. Renato criticou a contratação de artistas de fora do Estado e também defendeu o fim dos chamados supersalários no serviço público.
João Henrique Catan questionou Daniel Lemes sobre o custo do asfalto e as condições das ruas. Lemes criticou a situação da infraestrutura e fez acusações de desvio de recursos contra a administração estadual, sem apresentar documentos durante a resposta.
A questão indígena também esteve entre os principais assuntos. Daniel Lemes questionou Catan sobre violência contra indígenas, enquanto Catan defendeu maior autonomia, acesso a serviços públicos e condições para produção nos territórios.
Fábio Trad e Lucien Rezende também discutiram distribuição de riqueza, agricultura familiar, educação e saúde. Lucien defendeu políticas voltadas aos pequenos produtores e à valorização dos professores.
Impostos, servidores e saúde
No segundo bloco, segurança pública, educação, infraestrutura, meio ambiente, impostos, servidores e saúde dominaram as discussões.
Lucien Rezende perguntou a Riedel sobre os salários dos policiais. O governador citou investimentos superiores a R$ 600 milhões, além da aquisição de 500 viaturas e ações de treinamento.
Fábio Trad voltou a questionar a equiparação salarial entre professores contratados e concursados. Riedel afirmou que os limites fiscais precisam ser respeitados e apontou a realização de concursos como uma das alternativas para ampliar o quadro efetivo.
Delcídio defendeu mudanças na política ambiental, com ações permanentes contra queimadas, preservação do Pantanal e medidas relacionadas ao sequestro de carbono.
Ao falar sobre incentivos fiscais e produtores, Renato Gomes defendeu redução de custos relacionados à energia, gás de cozinha, cesta básica e combustíveis.
Na área de combate à corrupção, Fábio Trad afirmou que pretende criar uma coordenadoria específica dentro da Controladoria-Geral do Estado.
Infraestrutura domina terceiro bloco
No terceiro bloco, infraestrutura, meio ambiente, habitação, saúde e situação fiscal estiveram entre os principais assuntos.
Daniel Lemes e João Henrique Catan discutiram políticas destinadas aos povos indígenas. Lucien Rezende chamou atenção para problemas relacionados à água potável, saúde e infraestrutura nas aldeias.
Renato Gomes questionou Delcídio sobre problemas de infraestrutura e saúde em Campo Grande. Delcídio criticou as condições das ruas e da rede de atendimento da Capital.
Jeferson Bezerra defendeu redução de gastos e revisão da estrutura administrativa. Renato Gomes também falou em revisão do orçamento e fez críticas ao sistema de multas.
Fábio Trad defendeu que obras de saneamento sejam realizadas antes da pavimentação. Jeferson, por sua vez, questionou a aplicação dos recursos do Fundersul e defendeu mudanças na utilização do fundo.
A política ambiental voltou ao debate, com Lucien defendendo ações de preservação dos biomas e Catan argumentando pela conciliação entre produção agropecuária e preservação ambiental.
Habitação e saúde também foram discutidas
Lucien Rezende questionou Riedel sobre políticas habitacionais para idosos e afirmou que pretende zerar a fila de pessoas idosas sem casa própria. Riedel citou programas habitacionais destinados a diferentes faixas de renda.
Fábio Trad voltou a questionar a distribuição da riqueza produzida no Estado. Já Renato Gomes apresentou propostas para a saúde pública, incluindo auditorias e mudanças na gestão.
Nas considerações finais, os candidatos reforçaram temas apresentados ao longo do debate. Daniel Lemes pediu apoio de diferentes segmentos da população; Renato Gomes falou sobre impostos e salários no serviço público; Lucien Rezende defendeu mudanças em áreas como saúde, educação e emprego; e João Henrique Catan criticou aumentos de impostos e defendeu alterações na política tributária.
Jeferson Bezerra destacou problemas na saúde e pediu um voto de confiança. Eduardo Riedel criticou o tom do debate, defendeu os resultados econômicos e programas sociais de sua administração e pediu continuidade do trabalho. Fábio Trad criticou a comunicação do governo e defendeu maior distribuição da riqueza.
Delcídio Amaral encerrou sua participação citando educação técnica, tecnologia aplicada à saúde, segurança na fronteira, desenvolvimento das regiões de fronteira, turismo e incentivo ao esporte como prioridades para um eventual governo





