Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção Comando Vermelho, vai continuar cumprindo pena no Presídio Federal em Campo Grande.
A decisão foi confirmada por unanimidade pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), impedindo o retorno do preso às unidades penitenciárias do seu estado natal.
O caso voltou ao centro dos debates jurídicos após a extinção, em abril, de parte das condenações que o traficante acumulava. A defesa pleiteou a readequação da custódia, mas a existência de dois mandados de prisão preventiva expedidos por varas criminais fluminenses e ainda em plena vigência garantiu a fundamentação legal para mantê-lo afastado do Rio de Janeiro.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) acionou a Corte para assegurar a permanência cautelar do réu em regime de segurança máxima até a conclusão definitiva do processo que decide a prorrogação da transferência.
A preocupação central das autoridades de segurança é evitar que a aproximação física com as comunidades sob influência da facção reative canais diretos de comando e articulação de crimes.
Nepomuceno completou exatamente três décadas contínuas atrás das grades. Capturado pela Polícia Civil fluminense no final de agosto de 1996 na capital gaúcha, Porto Alegre, ele coleciona condenações judiciais por tráfico de entorpecentes e homicídios ao longo desse período.
O ingresso na vida criminosa começou ainda no início da adolescência. Em interrogatórios judiciais anteriores, Marcinho VP afirmou ter começado a praticar assaltos aos 13 anos para adquirir roupas de marca.
Dos roubos de rua, avançou rapidamente para o comércio armado de drogas, galgou posições de comando na organização e assumiu o controle territorial do Complexo do Alemão, área estratégica na Zona Norte do Rio de Janeiro e principal fortaleza histórica do Comando Vermelho.





