visos orientam a correção de erros simples na declaração do Imposto de Renda; regularização pode ser feita pela internet para evitar problemas com o Fisco
Quase 7 mil contribuintes de Mato Grosso do Sul estão na lista de pessoas que receberão cartas da Receita Federal envia quase 7 mil cartas a contribuintes de MS que caíram na malha fina. Ao todo, serão enviadas 6.916 correspondências ao estado até esta terça-feira (20), com orientações para corrigir possíveis erros antes que o Fisco adote medidas formais de cobrança ou fiscalização.
A iniciativa faz parte do Projeto Cartas 2026, que pretende estimular a regularização espontânea das declarações retidas na malha fina. Em todo o país, a Receita prevê o envio de 498.487 cartas.
Mato Grosso do Sul tem o menor número de destinatários entre os estados e o Distrito Federal da região Centro-Oeste. Goiás lidera a lista regional, com 17.047 correspondências, seguido pelo Distrito Federal, com 9.879, e Mato Grosso, com 9.755.
São Paulo concentra o maior número de cartas no país, com 163.159 envios previstos.
Cair na malha fina não significa necessariamente fraude
A retenção da declaração ocorre quando os sistemas da Receita Federal identificam divergências entre os dados informados pelo contribuinte e as informações recebidas de empresas, instituições financeiras, planos de saúde e outras fontes.
Isso não significa, necessariamente, que houve fraude ou que uma multa será aplicada. Em muitos casos, o problema está relacionado a erros de preenchimento ou à omissão de algum rendimento.
Entre as situações mais comuns estão:
- Deixar de declarar rendimentos extras recebidos durante o ano;
- Não informar os rendimentos recebidos por dependentes;
- Declarar valores incorretos ou o ano errado de despesas médicas;
- Omitir rendimentos de aposentadoria recebidos de mais de uma fonte pagadora;
- Informar despesas que não podem ser deduzidas do Imposto de Renda;
- Declarar contribuições para planos VGBL como despesas dedutíveis.
A Receita recomenda que os contribuintes confiram os dados e mantenham os comprovantes das informações declaradas.
Como consultar se caiu na malha fina
Não é necessário esperar a chegada da carta para verificar a situação da declaração. A consulta pode ser feita pela internet, no serviço Meu Imposto de Renda, disponível no site e no aplicativo da Receita Federal.
Para acessar o sistema, é necessário ter uma conta gov.br de nível prata ou ouro.
Depois de entrar, o contribuinte deve selecionar a opção “Meu Imposto de Renda” e verificar o status da declaração. Se aparecer a indicação “Com Pendência”, basta acessar os detalhes para identificar o motivo da retenção e conferir as orientações para resolver o problema.
Caso encontre um erro nas informações enviadas, o contribuinte pode apresentar uma declaração retificadora pela internet, sem precisar comparecer a uma unidade da Receita Federal.
Corrigir a declaração pode evitar multas
A Receita Federal orienta que os contribuintes regularizem as pendências antes de receber uma intimação ou notificação formal. A correção antecipada pode evitar multas e reduzir o atraso no pagamento da restituição.
Se a declaração estiver correta, o contribuinte deve verificar qual divergência foi identificada e reunir os documentos que comprovem os valores informados. Dependendo do caso, poderá ser necessário apresentar esclarecimentos e documentação adicional por meio dos canais digitais do órgão.
Quando a retificação é enviada, a declaração passa por um novo processamento. Se as pendências forem resolvidas e houver direito à restituição, o contribuinte poderá voltar à fila de pagamentos, conforme as regras aplicáveis.
A regularização, no entanto, não garante que o dinheiro será liberado imediatamente. O prazo depende da análise da declaração e dos critérios de pagamento da Receita Federal.
Como acessar o serviço
O contribuinte pode consultar a declaração pelos canais oficiais:
- Site: Meu Imposto de Renda
- Aplicativo: Receita Federal, disponível para celulares e tablets.
- Acesso: conta gov.br de nível prata ou ouro.
A orientação é verificar a situação da declaração o quanto antes, mesmo que a carta ainda não tenha chegado. Assim, eventuais erros podem ser identificados e corrigidos antes de uma ação formal do Fisco.




