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Flávio confirma debate na Globo e desafia Lula a confronto

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, confirmou que participará do debate da TV Globo, marcado para quinta-feira (1º de outubro), mesmo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareça. A decisão foi anunciada neste domingo (27), durante agenda de campanha em Goiânia (GO), e altera a posição que vinha sendo adotada por sua equipe, que condicionava a participação à presença do adversário.

A confirmação coloca o encontro da emissora no centro da reta final da disputa presidencial, a apenas três dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O debate pode representar a primeira oportunidade de confronto direto entre os dois principais nomes da corrida eleitoral, caso Lula também confirme presença.

Além dos dois candidatos, a TV Globo convidou Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) para o programa.

Durante uma carreata em Goiânia, Flávio afirmou que pretende utilizar o espaço para questionar o presidente sobre temas políticos e institucionais. O senador declarou que não considera os adversários locais como seu principal foco na campanha e direcionou suas críticas a Lula.

“Eu não tenho adversário aqui em Goiás. Meu único adversário nessa campanha é o Lula. É com ele que eu quero debater na Globo”, afirmou.

STF e anistia entram na pauta

Entre os assuntos que Flávio pretende abordar estão a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a discussão sobre anistia aos condenados ou investigados pelos atos de 8 de janeiro.

A possibilidade de participação do senador no debate vinha sendo tratada com cautela por seus aliados. Até a semana passada, integrantes da campanha afirmavam que a presença dependeria da confirmação de Lula.

A mudança de posição ocorre justamente na semana que antecede a votação e amplia a expectativa em torno do último debate presidencial previsto para o primeiro turno.

Nossa Senhora Aparecida e apostas online

Outro assunto que deverá aparecer na estratégia de Flávio envolve a circulação de conteúdos relacionados a Nossa Senhora Aparecida e à campanha presidencial.

O tema ganhou repercussão após a divulgação de uma publicação satírica envolvendo uma imagem da padroeira do Brasil e uma referência à família Bolsonaro. A controvérsia chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio de uma disputa judicial durante o período eleitoral.

A equipe do candidato também pretende explorar a repercussão da medida provisória relacionada ao mercado de apostas online, conhecido como bets.

Pesquisas apontam disputa acirrada

A confirmação da presença no debate ocorre em meio a um cenário de proximidade entre Lula e Flávio nas pesquisas nacionais.

Levantamento da Quaest, divulgado em 21 de setembro, apontou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico dentro dos limites da pesquisa.

No segundo turno, levantamento Datafolha divulgado em 24 de setembro registrou Lula com 47% e Flávio com 45%. A diferença também está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.

Na pesquisa anterior do instituto, Lula tinha 46%, enquanto Flávio aparecia com 44%.

Os levantamentos estaduais da Quaest, realizados entre 22 e 26 de setembro, apresentam diferenças regionais na distribuição das intenções de voto. Em Mato Grosso do Sul, Flávio aparece numericamente à frente no levantamento citado.

No Piauí, onde não houve pesquisa da Quaest nessa série, o Datafolha divulgado em 17 de setembro apontou Lula com 59% e Flávio com 20%.

Debate acontece na reta final

O encontro da TV Globo está programado para 1º de outubro, três dias antes da votação. A campanha de Lula reservou os dias 30 de setembro e 1º de outubro para uma eventual participação do presidente, mas ainda não havia confirmação pública de sua presença no momento da declaração de Flávio.

Com a decisão do candidato do PL, o debate passa a ter um novo elemento na disputa: a possibilidade de confronto entre os dois nomes que aparecem próximos nas pesquisas nacionais.

No domingo (4), eleitoras e eleitores irão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados.

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