Campo Grande igualou, ainda no mês de julho, o número de casos de raiva em morcegos registrados durante todo o ano passado. A confirmação do 11º animal infectado em 2026 foi divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que reforçou o alerta para medidas preventivas e orientou a população sobre como agir ao encontrar morcegos em situação suspeita.
O caso mais recente foi identificado na região da Vila Nasser. O morcego foi encontrado no perímetro urbano, recolhido pelas equipes do CCZ e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus da raiva.
Com a nova confirmação, Campo Grande alcança a mesma quantidade de casos registrados durante todo o ano de 2025. Apesar disso, a Prefeitura afirma que o cenário não é considerado alarmante, mas exige monitoramento permanente e a colaboração da população para evitar a disseminação da doença.
Além da Vila Nasser, os outros morcegos diagnosticados com raiva neste ano foram encontrados nos bairros Vivendas do Bosque, Centro — que concentra três registros —, Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Francisco, Jardim Bela Vista e Jardim Ouro Preto.
Segundo o CCZ, a principal forma de prevenção continua sendo a vacinação anual de cães e gatos, que impede a transmissão da doença aos animais domésticos e reduz os riscos para a população.
Embora a maior parte dos morcegos existentes em Campo Grande seja formada por espécies que se alimentam de frutos ou insetos e não representem perigo quando permanecem em seu habitat natural, alguns indivíduos podem estar infectados pelo vírus e transmitir a doença para outros mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos.
O último caso de raiva humana registrado em Campo Grande ocorreu em 1968. Em Mato Grosso do Sul, a ocorrência mais recente foi confirmada em 2015, no município de Corumbá.
O que fazer ao encontrar um morcego
O Centro de Controle de Zoonoses orienta que a população nunca toque em morcegos encontrados vivos ou mortos. Caso o animal esteja caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, a recomendação é impedir o contato de pessoas e animais domésticos.
Sempre que possível, o morcego deve ser isolado com um balde ou caixa, ou permanecer fechado em um cômodo até a chegada da equipe responsável pelo recolhimento. A manipulação direta do animal deve ser evitada.
Se houver contato acidental com um morcego suspeito, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação médica e, se necessário, iniciar o protocolo de profilaxia contra a raiva.
Como acionar o CCZ
O recolhimento de morcegos e as orientações podem ser solicitados ao Centro de Controle de Zoonoses pelos telefones (67) 3313-5000, (67) 2020-1789 e (67) 2020-1801, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Fora do horário de expediente, incluindo noites, fins de semana e feriados, o atendimento de plantão é realizado pelo telefone (67) 2020-1794. Caso o animal seja encontrado nesse período, a orientação é mantê-lo isolado, sem contato direto, até que as equipes possam realizar o recolhimento com segurança.





