Morreu neste sábado (17), aos 83 anos, Dácio Correa Piedade, um dos nomes mais conhecidos do colunismo social de Mato Grosso do Sul. A notícia começou a circular nas redes sociais, onde amigos e colegas lamentaram a perda. Entre eles estavam Lúcia Regina Arruda Castelo e o colunista Nilson Pereira, amigo de infância de Dácio.

Natural de Aquidauana, Dácio nasceu em 23 de novembro de 1942 e construiu uma trajetória ligada à moda, ao jornalismo, à televisão e à produção de eventos. Foi um personagem de uma fase em que a coluna social tinha peso na vida pública de Campo Grande e ajudava a contar, em papel e em festa, quem era quem na cidade.
O momento mais marcante da carreira veio em 1983, quando foi convidado por Orley Trindade e Tereza Trindade para escrever no jornal A Crítica. A coluna fez sucesso e transformou seu nome em referência no meio social da Capital. Dácio passou a registrar festas, casamentos, desfiles e bastidores de uma Campo Grande que crescia e buscava também sua imagem de elegância e projeção.
Antes do jornal, ele já circulava nesse ambiente como estilista e produtor de moda. Depois da coluna, ampliou a presença pública e levou sua imagem também para a televisão, com programas locais, além da organização de eventos e feijoadas que marcaram época.
Com estilo expansivo e direto, Dácio virou um nome conhecido muito além das páginas sociais. Em entrevistas, costumava resumir sua forma de atuar com uma frase que acabou virando sua marca: “um colunismo que celebra, nunca destrói”.
Nos últimos anos, já mais distante do auge da exposição, seguia lembrado como um dos rostos mais emblemáticos do colunismo social sul-mato-grossense. A morte dele encerra a trajetória de um nome ligado a um tempo em que a coluna impressa ajudava a definir a memória social da cidade.



