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Pedro Kemp reforça conscientização sobre saúde mental materna com campanha estadual

A campanha Maio Furta-Cor vem fortalecendo em Mato Grosso do Sul o debate sobre a importância da saúde mental materna. Instituída pela Lei 6.121/2023, de autoria do deputado estadual Pedro Kemp, a iniciativa busca conscientizar a população, incentivar o acolhimento e ampliar ações de cuidado emocional voltadas às mães.

A campanha integra o Calendário Oficial do Estado e é realizada durante o mês de maio, período em que também é celebrado o Dia das Mães. A cor furta-cor foi escolhida como símbolo por representar as diferentes emoções e transformações vividas pela mulher durante a maternidade.

Entre as ações previstas estão reuniões, oficinas, seminários e distribuição de materiais informativos, além do incentivo para que órgãos públicos e entidades da sociedade civil participem das atividades de conscientização.

Autor da legislação, Pedro Kemp destacou a necessidade de ampliar a visibilidade sobre o tema e fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres.

“A saúde mental materna precisa deixar de ser tratada como um assunto invisível. Estudos mostram que uma em cada quatro mulheres pode desenvolver transtornos mentais no período da gestação e do puerpério, como ansiedade e depressão pós-parto. Cuidar da saúde emocional das mães é proteger famílias inteiras e garantir dignidade, acolhimento e qualidade de vida”, afirmou o parlamentar.

Segundo o deputado, o Maio Furta-Cor busca transformar o mês de maio em símbolo permanente de conscientização, acolhimento e promoção da saúde mental materna em Mato Grosso do Sul.

Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que diversos transtornos podem surgir durante a gestação e após o nascimento do bebê, entre eles depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno do pânico e psicose pós-parto.

A psiquiatra Carolina Gomes da Silva alerta para a importância da atenção aos sinais de depressão pós-parto, condição que afeta cerca de 20% das mulheres.

“Muitas mulheres acreditam que determinados sintomas são normais do puerpério e acabam não procurando tratamento. Quando os sinais persistem por mais de 15 dias, podem indicar o início de um quadro depressivo”, explicou.

Especialistas reforçam que o acompanhamento psicológico e o acolhimento familiar são fundamentais para garantir qualidade de vida às mães e fortalecer o vínculo entre mãe e bebê.

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