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Campo Grande decreta emergência por 180 dias após forte temporal

Campo Grande entrou oficialmente em situação de emergência por 180 dias após os estragos provocados pelo temporal que atingiu a cidade. A medida foi formalizada por decreto municipal e cria condições legais para acelerar reparos e serviços necessários nas áreas afetadas.

Entre os efeitos previstos estão a mobilização dos órgãos municipais e, nos casos autorizados pela legislação, a contratação emergencial de serviços e a aquisição de bens sem licitação.

O vendaval derrubou árvores e postes, destelhou imóveis e atingiu escolas, unidades de saúde e equipamentos da assistência social. Também houve interrupções no fornecimento de energia, com reflexos no abastecimento de água e nas telecomunicações.

Decreto abre caminho para ações emergenciais

A situação de emergência permite que o município reduza etapas administrativas para responder aos danos. Isso não significa uma liberação geral de compras sem licitação. A dispensa deve estar relacionada diretamente às necessidades provocadas pelo desastre e seguir os limites previstos na legislação.

O decreto também permite utilizar recursos da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) e do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA) nas ações previstas para recuperação das áreas afetadas.

Além disso, o município deverá levantar os prejuízos causados pelo temporal. A avaliação inclui infraestrutura urbana, iluminação pública, arborização, unidades municipais, imóveis, comércio, vias e sistemas de drenagem.

Ventos atingiram diferentes regiões da Capital

O temporal começou no fim da tarde e atingiu diferentes regiões de Campo Grande. A região central ficou entre as áreas mais afetadas, com ventos estimados entre 80 km/h e 100 km/h.

No primeiro balanço divulgado pela Prefeitura, 26 escolas municipais haviam registrado algum tipo de impacto. Três unidades de assistência social e uma Unidade de Pronto Atendimento também estavam entre os equipamentos públicos afetados.

A tempestade ainda provocou uma interrupção de energia de grandes proporções. Segundo dados apresentados pela administração municipal, mais de 300 mil unidades consumidoras chegaram a ficar sem eletricidade.

Mais de 20 frentes atuam nas regiões da cidade

Mais de 20 frentes de trabalho foram mobilizadas nas sete regiões urbanas para retirada de árvores, liberação de vias e atendimento das ocorrências.

Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, equipes municipais e Energisa participam das ações relacionadas aos danos e ao restabelecimento dos serviços.

Um dos principais riscos está nas árvores e galhos que caíram sobre a rede elétrica. A orientação é que moradores não tentem retirar estruturas próximas a fios, pois elas podem estar energizadas.

Com o decreto válido por seis meses, o município deverá dimensionar os prejuízos e executar os serviços necessários para recuperar estruturas públicas e áreas atingidas. O levantamento também deverá indicar o impacto financeiro provocado pelo temporal.

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