
Mato Grosso do Sul poderá avançar na modernização do setor agropecuário caso sejam implementadas as propostas apresentadas no Plano de Governo 2027–2030 do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição.
O documento reúne medidas voltadas à tecnologia, sustentabilidade, recuperação de áreas degradadas, irrigação, agroindustrialização e fortalecimento da agricultura familiar.
As propostas estão concentradas no conceito de Agro 5.0, que inclui agricultura de precisão, automação, inteligência de dados, conectividade rural, uso de bioinsumos, rastreabilidade, sistemas integrados de produção e economia circular.
De acordo com o plano, a estratégia busca ampliar a produtividade e a competitividade do campo sul-mato-grossense, além de estimular práticas de menor impacto ambiental e maior agregação de valor à produção dentro do próprio Estado.
Recuperação de pastagens é prioridade
Um dos principais indicadores apresentados no documento é a recuperação de pastagens. Segundo os dados citados no plano, entre 2010 e 2024, a área considerada degradada em Mato Grosso do Sul caiu de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares, redução de 52%.
No período, aproximadamente 3,3 milhões de hectares teriam sido recuperados. Para os próximos anos, a proposta é ampliar esse processo, principalmente em regiões com predominância de solos arenosos.
A conversão de áreas degradadas em terras produtivas é apresentada como uma medida capaz de contribuir para o aumento da produção e para a redução da pressão sobre novas áreas. O plano também relaciona a iniciativa à diminuição das emissões de carbono e à adoção de sistemas produtivos mais eficientes.
Tecnologia e conectividade no campo
Entre as propostas está a ampliação do acesso dos produtores a tecnologias digitais. O plano prevê estímulos à agricultura de precisão, automação, inteligência de dados, conectividade rural e pesquisa aplicada.
A proposta também contempla a expansão da irrigação e a intensificação sustentável da produção, com modernização dos sistemas e mecanismos de licenciamento relacionados à atividade.
Outro ponto previsto é a utilização de bioinsumos e de princípios da economia circular, incluindo o aproveitamento de coprodutos e resíduos das cadeias produtivas.
A rastreabilidade da bovinocultura também aparece entre as medidas. A intenção apresentada no documento é ampliar o controle e a competitividade da cadeia produtiva, além de contribuir para a abertura e diversificação de mercados.
Agroindústria ganha espaço
O plano também prevê o fortalecimento da agroindustrialização como forma de ampliar a geração de renda no Estado. A proposta é estimular a transformação da produção dentro de Mato Grosso do Sul, reduzindo a dependência da comercialização de matérias-primas sem processamento.
Desde 2023, conforme os dados apresentados no documento, o Estado teria atraído mais de R$ 81 bilhões em investimentos privados, especialmente nos setores de celulose, bioetanol, proteína animal e logística.




