Música, arte, empreendedorismo e cultura indígena vão ocupar o mesmo espaço em Dourados neste sábado (15). O Pontão de Cultura Casulo realiza a terceira rodada do IV Festival de Música Indígena junto à 21ª edição da Feira das Pulgas, em uma programação gratuita que reúne oficinas, apresentações artísticas, gastronomia e 60 empreendimentos da economia criativa.
As atividades começam às 13h e seguem até as 22h no Casulo – Espaço de Cultura e Arte, localizado na Rua Reinaldo Bianchi, 398, no Parque Alvorada.
A programação do Festival de Música Indígena começa à tarde com aulas de capoeira, oficinas de artes visuais e cineclube infantil. Cerca de 30 crianças, jovens e adultos indígenas participam das atividades.
Nesta terceira rodada, a proposta é aproximar o festival de moradores das retomadas de Dourados e região, incluindo participantes de Panambizinho. A iniciativa busca ampliar a participação das comunidades indígenas nas ações culturais promovidas pelo Casulo.
Feira reúne 60 empreendimentos
A partir das 17h, o festival divide espaço com a Feira das Pulgas. A edição deste sábado recebeu mais de 100 interessados, dos quais 60 empreendimentos foram selecionados para participar.
Os expositores ocuparão áreas internas e externas do Casulo com produtos e trabalhos de diferentes segmentos, como alimentação, brechó, moda, artesanato, arte, botânica e outras iniciativas autorais.
Criada inicialmente como uma pequena feira de desapego no jardim do espaço cultural, a Feira das Pulgas cresceu com a aproximação entre o Casulo, artistas e produtores locais. Ao longo das edições, a iniciativa incorporou empreendedores de alimentação e outros setores, consolidando-se como uma ação voltada à economia criativa.
Segundo a coordenadora do Casulo, Julia Aissa, a feira funciona tanto como espaço de divulgação da produção autoral de Dourados quanto como forma de fortalecer o próprio espaço cultural.
Parte dos recursos arrecadados com as inscrições dos expositores é destinada ao pagamento de artistas, contribuindo para que o dinheiro circule dentro da própria cadeia cultural.
Programação aproxima diferentes públicos
A realização dos dois eventos no mesmo dia busca aproximar públicos que tradicionalmente participavam de atividades distintas. A integração também pretende criar um espaço de intercâmbio cultural e ampliar a presença indígena na programação do Casulo.
A iniciativa ocorre em um período de maior visibilidade para os povos indígenas, após o Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto.
Às 18h, a programação noturna começa com a Pupa Filosófica, que reúne a escritora indígena Jadi Ribeiro e a empreendedora de moda circular Juliana Mazzarim, do Ateliê Sutis. O encontro será mediado pela artista da cena Ballroom de Dourados Jeanne Vittor e abordará literatura, arte, grafismo, moda e upcycling.
Na sequência, às 18h30, o grupo de rap indígena Odiados, formado por Marinn, Discreto, Vidau e Guisf, apresenta músicas autorais inspiradas em experiências, resistência e afirmação cultural.
O encerramento ocorre das 20h às 22h, com apresentação da Banda Made in 90, que levará ao público clássicos do rock das décadas de 1990 e 2000.
A organização avalia que a união dos eventos representa uma oportunidade de fortalecer a interculturalidade em Dourados, aproximando moradores indígenas e não indígenas por meio da música, da arte e da produção cultural.




