O governador Eduardo Riedel (Progressistas), pré-candidato à reeleição em Mato Grosso do Sul, protocolou nesta terça-feira (4) no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seu plano de governo para o período de 2027 a 2030. Com 44 páginas, o documento está estruturado em quatro eixos estratégicos e tem como proposta central transformar o crescimento econômico em melhorias concretas na qualidade de vida da população.
A proposta adota o conceito “Crescer, Incluir e Transformar”, conectando indicadores econômicos às necessidades da população, como saúde, educação, segurança pública, geração de emprego, renda, infraestrutura e proteção social.
Na apresentação, Riedel define o plano como uma orientação para os próximos anos e uma renovação dos compromissos assumidos com a sociedade.
“O plano de governo é uma verdadeira bússola que orienta o caminho para o futuro acalentado por diferentes gerações de sul-mato-grossenses, que agora toma forma e presença na vida das pessoas. É também uma legítima ‘Carta Compromisso’, onde se reescreve e se renova o pacto de governança com a nossa sociedade organizada”, afirma o governador no documento.
Pessoas no centro das políticas públicas
O primeiro eixo reúne propostas voltadas à proteção social, educação, saúde, segurança pública e ampliação de oportunidades. A prioridade é reduzir vulnerabilidades sociais e ampliar o acesso da população aos serviços estaduais.
Entre as metas apresentadas está a consolidação da redução da extrema pobreza, atualmente estimada em 1,6% da população, buscando evitar que famílias retornem à condição de vulnerabilidade em momentos de perda de renda ou emprego.
Na educação, o plano prevê ampliar a integração entre ensino e tecnologia, fortalecendo iniciativas como lousas digitais, laboratórios de robótica e plataformas de aprendizagem.
Na saúde, a telemedicina é apontada como ferramenta para ampliar o atendimento especializado, especialmente em municípios distantes dos grandes centros. Já na segurança pública, a proposta prevê o uso de tecnologias integradas de monitoramento tanto no combate à criminalidade quanto na resposta a eventos climáticos.
Economia e geração de empregos
O segundo eixo trata da competitividade econômica, da inovação e da diversificação das atividades produtivas. O documento defende que o crescimento econômico deve ser acompanhado da geração de empregos, aumento da renda e qualificação profissional.
A estratégia inclui a atração de novas indústrias, expansão do agronegócio, investimentos em energia e incorporação de novas tecnologias, aliadas à capacitação da mão de obra local.
Segundo o plano, Mato Grosso do Sul encerra o atual mandato com crescimento econômico quatro vezes superior à média nacional, consolidando uma base capaz de ampliar investimentos em políticas públicas.
Infraestrutura e sustentabilidade
O terceiro eixo concentra propostas voltadas à infraestrutura, mobilidade, saneamento, logística, desenvolvimento urbano e preservação ambiental.
O documento defende que obras estruturantes devem beneficiar tanto os corredores de exportação quanto o cotidiano da população nas cidades.
Na área ambiental, o plano reforça o conceito de “Estado Verde”, conciliando desenvolvimento econômico e preservação dos recursos naturais. Entre os compromissos está a manutenção da meta de tornar Mato Grosso do Sul carbono neutro até 2030.
O texto também destaca a necessidade de fortalecer políticas permanentes de prevenção aos incêndios no Pantanal, além de ações voltadas à fiscalização e ao desenvolvimento sustentável da região.
Estado digital e gestão eficiente
O quarto eixo aborda a modernização da administração pública, com foco em transformação digital, eficiência e gestão baseada em resultados.
O plano destaca que mais de 700 serviços estaduais já podem ser acessados pela internet ou por smartphones e propõe ampliar essa digitalização para reduzir filas, deslocamentos e burocracia.
A proposta também prevê maior integração entre órgãos públicos e o uso de dados e tecnologia para aprimorar o planejamento, antecipar problemas e avaliar políticas públicas.
Segundo o documento, o Estado deverá atuar não apenas como prestador de serviços, mas também como articulador entre municípios, empresas, universidades e organizações sociais para impulsionar o desenvolvimento e responder com mais agilidade às mudanças econômicas, tecnológicas e ambientais.




