A força do agronegócio continua refletindo no mercado de trabalho brasileiro. Em junho de 2026, o setor agropecuário abriu 22.898 vagas formais, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho.
O resultado também alcança Mato Grosso do Sul, que tem uma das economias mais ligadas ao campo no país. No recorte regional, o Centro-Oeste registrou saldo positivo de 6.168 empregos na agropecuária, ficando atrás apenas do Sudeste.
Ao todo, o setor teve 114.801 admissões e 91.903 desligamentos no mês, com crescimento de 1,2% no estoque de empregos formais.
Segundo o Ministério do Trabalho, o desempenho está relacionado ao calendário agrícola, com aumento das contratações em atividades que entram em fases de manejo, produção e colheita.
Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado nacional está o cultivo de cana-de-açúcar, com abertura de 5.396 vagas, seguido pelas atividades de apoio à agricultura, com 4.950 postos, e pelo cultivo de café, responsável por 4.619 empregos.
No acumulado de janeiro a junho de 2026, a agropecuária brasileira soma 40.853 novos empregos formais.
Apesar do saldo positivo, o setor acompanha fatores que podem influenciar as próximas contratações, como preços agrícolas, disponibilidade de crédito rural e impactos das relações comerciais internacionais.
Para Mato Grosso do Sul, onde a produção de grãos, pecuária e cadeias agroindustriais têm forte participação econômica, o desempenho nacional reforça a importância do campo como um dos principais motores de geração de renda e trabalho no interior do Estado





