A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul iniciou um novo rearranjo interno com a definição da presidência do Bloco 1, considerado de sustentação ao governo estadual. A movimentação consolida a articulação da base aliada e redefine espaços estratégicos nas comissões permanentes da Casa. A reorganização também impacta diretamente a composição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), considerada uma das mais relevantes do Legislativo. Com mudanças nas cadeiras e substituições formais, o cenário político interno passa a refletir a atual configuração das forças partidárias.
O deputado estadual Coronel David (PL) assumiu a presidência do bloco 1, de base governista, na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). A vice-presidência ficou com o deputado Rinaldo Modesto (Podemos), que assumiu, com a cadeira, vaga na CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), após a saída de Neno Razuk (PL). O parlamentar já compôs o grupo em anos anteriores.
Entre os 24 deputados estaduais, 20 compõem a base governista de Eduardo Riedel (PP), divididos entre dois blocos. O primeiro bloco conta com 12 deputados estaduais, enquanto o segundo possui oito parlamentares.
Apenas os deputados do PT — Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane — e João Henrique (PL) configuram-se como oposição. Pelo regimento interno da Casa de Leis, eles não compõem bancadas nem blocos.
Para ter direito, é preciso ter uma bancada, com quatro deputados do mesmo partido, ou formar um bloco com no mínimo seis integrantes, de qualquer partido.
Confira como ficaram os blocos da Alems:
Bloco 1: Junior Mochi (MDB); Marcio Fernandes (MDB); Renato Câmara (MDB); Gerson Claro (PP); Londres Machado (PP); Antônio Vaz (PR); Pedrossian Neto (PSD); Professor Rinaldo (Podemos); Coronel David (PL); Neno Razuk (PL); Lucas de Lima (sem partido) e Lidio Lopes (Patriota).
Bloco 2: Lia Nogueira (PSDB), Mara Caseiro (PSDB), Pedro Caravina (PSDB), Paulo Corrêa (PSDB), Zé Teixeira (PSDB), Jamilson Name (PSDB), Roberto Hashioka (União) e Paulo Duarte (PSB).
PT saiu da base governista
O Partido dos Trabalhadores chegou a compor a base governista por cerca de dois anos e meio até um “racha” ideológico com Riedel sobre as eleições. O PT decidiu entregar os cargos que ocupava na administração estadual, após o governador declarar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à dosimetria das penas aos condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro.
O PT apoiou Riedel no segundo turno das eleições, em 2022, por considerá-lo uma alternativa mais moderada em comparação com o adversário naquele pleito, o Capitão Contar (PL). De acordo com dirigentes do PT, a decisão na época seria uma estratégia para que a extrema-direita não ganhasse as eleições para governador.





