A grande família de Michel Teló, com mais de 200 parentes, foi suficiente para formar a animada plateia de seu novo projeto audiovisual. Em “Sertanejinho do Teló”, o paranaense atualmente radicado no Rio de Janeiro reuniu esposa, filhos, pais, irmãos, cunhadas, sobrinhos, tios, primos e amigos mais chegados para a gravação no restaurante de Téo Teló, seu irmão caçula, em Campo Grande (MS). A primeira parte do projeto já está disponível em áudios, nas plataformas digitais, e vídeos, no canal do YouTube do artista.

— Minha mãe tem 12 irmãos, meu pai tem outros 12. Só de primeiro grau, eu tenho quase cem primos. E ainda tem os de segundo grau… É uma galera! — enumera o cantor e instrumentista: — Mandei uma mensagem no grupo da turma: “Ó, vou gravar tal dia lá em Campo Grande. Quem topa?”. Rapidinho a lista fechou. Foi gente de Cuiabá (MT), do interior de São Paulo, do Rio Grande do Sul, do Paraná, de tudo quanto é lugar. É um povo festeiro, inimigo do fim.
E a parentada não ficou só de espectadora: chegou junto ao microfone, soltando o gogó. Dona Nina, sua mãe, cantou “Garça branca”. Seu Aldo, o pai, se arriscou em “Meu Mato Grosso do Sul”. E os filhos Melinda, de 8 anos, e Teodoro, de 7, se divertiram com a mãe, Thais Fersoza, interpretando o maior sucesso de Teló, “Ai, se eu te pego”.
— Eles são afinadinhos, têm facilidade para aprender instrumentos… Estão se envolvendo cada vez mais com a música, mas por enquanto a gente trata isso como brincadeira — conta o pai coruja, acrescentando: — Eles ouvem do sertanejo ao rock, passando pelo pop. Nas apresentações da escola, por exemplo, ela já cantou “Fuzuê” (hit do pai) e uma da Katy Perry. Ele já interpretou o modão “Saudade da minha terra”, “Twist and shout” (Beatles) e “Beggin’” (Måneskin).
Também foi seguindo uma linha eclética que Michel Teló selecionou o inusitado repertório de “Sertanejinho”, gravado há dois meses (abaixo, ele comenta situações pessoais baseadas nos títulos de algumas faixas). A começar pela música de trabalho, uma mistura de “Metamorfose ambulante” (Raul Seixas) e “Anna Júlia” (Los Hermanos), em que ele canta enquanto toca bateria em pé.
— Quando eu era criança, adorava ouvir Raul Seixas. Meus pais são gaúchos, e o natural lá em casa era escutar música regional. Mas tinha esse LP de rock, e eu aprendi várias dele. Mais tarde, já tocando em bailes, eu sempre ouvia o famoso “Toca Raul!”. Nunca toquei, chegou a hora! — detalha Teló, que convocou sua banda para experimentações na garagem de casa: — Assim montamos pot-pourris aleatórios, como “Caso marcado”, de César Menotti & Fabiano, com “Malandragem”, da Cássia Eller; “Meu erro”, dos Paralamas, com “O sol”, de Vitor Kley…
— Estou num momento da vida em que dá pra curtir mais, não tem tanto aquela responsabilidade de “meu Deus, eu preciso que isso dê certo”. A gente faz pra se divertir e torce para que as pessoas sintam o mesmo.
Logo depois do registro, Teló viajou para ilhas caribenhas na companhia de Thais, Melinda e Teodoro.
— Passamos a Páscoa em Campo Grande (MS) e seguimos para Anguila, onde ficamos por oito ou nove dias. Pesquisei esse destino há dez anos e sonhava conhecer. Também fomos a Saint-Martin e Saint-Barthélemy. Sou apaixonado por praia, então realizei mais um sonho. Agora já planejo a próxima viagem. Sou desses!

Seu Aldo, pai de Michel Teló, canta “Meu Mato Grosso do Sul” no audiovisual “Sertanejinho do Teló” — Foto: Reprodução de vídeo
Afinal, as férias escolares estão próximas… Fora isso, ele conta que reserva na agenda mensal ao menos uma semana para curtir a família.
— Já que eles estudam o dia inteiro durante a semana e às sextas-feiras eu costumo viajar para os shows, preciso segurar pelo menos os domingos para estarmos juntos — conta o chefe da “família mais margarina” da música sertaneja: — Realmente, a gente recebe muito carinho por onde passa. É tão bom!
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2025/7/P/X2la5RTOKkL7eGhUmzvw/telo-canta-com-a-mae-2.jpg)
Na ponta da língua
“Convite de casamento”: “A nossa renovação de votos foi muito especial (ano passado, Teló e Thais completaram dez anos de união). Fiz uma música, ‘Casa comigo de novo’, e cantei no trio elétrico. Pensa num momento emocionante… Eu tremia mais do que no primeiro pedido. As crianças estavam, o público participou… Eu sonhava com aquilo. Que dia!”.
“Ela é demais”: “Thais tem uma personalidade que me encanta. Ela é uma pessoa verdadeira demais, fiel aos seus”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2025/p/0/eLkKbnRJCaeaCGrMfKVQ/novo-pedido-de-casamento-telo.jpg)
“O sol”: “Profissionalmente, eu sou da noite, sempre funcionei bem nesse horário, mas hoje eu gosto muito do dia. Até por causa da rotina que a gente criou com as crianças. Todo dia, acordamos cedo, fazemos o café da manhã juntos, levamos os dois pra escola… É um momento de nós quatro, de que não abrimos mão”.
“Meu erro”: “O pessoal reclama muito que eu sou ruim de responder WhatsApp. Fico protelando, tenho esse defeito aí”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2025/G/A/9Hq0QXTQGZB9oYtzAPZQ/saveclip.app-491447253-18504227008033725-3659037163602045022-n.jpg)
“Tem nada a ver”: “Fingir. Eu sou muito transparente”.
“O que tiver que vir, virá”: “Eu gosto de planejar o futuro, mas sempre dou espaço pra Deus guiar. Me vejo velhinho , viajando pelo mundo com a Thais, depois que nossos filhos estiverem bem encaminhados”.





